sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E o homem então,acabará com tudo!



E devido ao descaso do homem
a árvore será cortada
o rio secará
os peixes morrerão
não haverá mais verde
tampouco o colorido das aves
pois o homem em sua ganância
preocupado com o "progresso"
ceifará de seus descendentes
a oportunidade de contemplar
as belezas que um dia
Deus colocou diante de nós
seres humanos incapazes
de conservar tão preciosa riqueza.

E os meninos-índios que lá habitam
não mais existirão
para se tornarem homens da terra
e ensinarem aos homens-concretos
muitas lições sobre plantas, animais 
sobre a água do rio e a beleza do sol
Não mais poderão
contemplar as estrelas
pois o céu estrelado
não mais existirá

E esses nobres habitantes
das nossas florestas
não suportarão residir
no solo coberto de asfalto
ou,entre paredes de concretos
úmidas e reduzidas
Não sentirão prazer 
em olhar as estrelas
pois, estrelas não existirão
a poluição tomará conta do céu,

Então esses meninos-concreto
não terão oportunidade
de aprender sobre a cultura 
desses meninos-índios
E assim, os homens "civilizados" ,
terão alcançado seus objetivos
seus netos não conhecerão o verde das matas
tampouco o azul do céu
Não sentirão em suas peles 
o calor do sol
e nem a brisa do mar

Um dia o homem
conseguirá acabar com tudo
com toda beleza
com toda riqueza
que nos foi dado por Deus.
e, o cheiro de fumaça
dos escapamentos dos carros
serão os únicos perfumes
que nossos descendentes conhecerão.

Texto de:  Mara Tozatto Morelli

A INTERPRETAÇÃO DO PAI NOSSO ORIGINAL

  

                                        
PATER (PAI) - Usando a expressão de intimidade que a palavra sugere, quer demonstrar 

não somente a certeza e a segurança no que está ensinando como também afirmar que o 
Deus todo poderoso e irascível não existe e que o grau de distância mantida de forma

religiosa entre a criatura e o Criador está apenas no achismo do homem.  Deus, apesar de

 Infinito, ESTÁ AO NOSSO ALCANCE, não sendo, portanto, privilégio de alguns, nem de 

fato e muito menos de direito por merecimentos materiais. 


NOSTER (NOSSO) - O pronome plural ou coletivo é propositadamente dito, para mostrar 

que a filiação divina é um direito de nascimento e que jamais foi perdida, nem mesmo com
 a desobediência adâmica, já que um pai perfeito jamais deserda a quem lhe saiu do seio.

Contudo, o agressor desobediente, verdadeiro causador do afastamento desta filiação, tem 

ao seu alcance a chance de reaproximação desde que queira e se disponha a seguir os 

novos ensinamentos.  Portanto, o PAI É NOSSO e não apenas de alguns. 


QUI ES IN COELIS (QUE ESTAIS NOS CÉUS) - Demonstra esta frase categoricamente 

três certezas: 1a.) que a vida terrena tem uma limitação; 2a.) que há um destino posterior e
 definitivo; 3a.) que há uma premiação para os que trilharem, nesta transitoriedade, mais

pertos do cumprimento comportamental  sugerido pelo decálogo.  Esta afirmação está 

implícita na expressão “nos céus”, que não significa dizer que há lugares diferentes, mas
 situações distintas junto à Onipresença Divina ou seja, graus de intimidade entre um filho

e um pai.  A distância da intimidade de um pai para todos os filhos é sempre a mesma; 

são os filhos que se colocam numa maior ou menor distância desta aproximação.

Ofício da baiana do acarajé



http://www.palmares.gov.br/wp-content/uploads/2011/12/acaraje_interna.jpg
Yayá do Acarajé prepara o quitute durante evento da Palmares no ano passado

Por Joceline Gomes

Com uma massa feita de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite-de-dendê, o acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira. Vendido nas ruas de Salvador desde o fim da escravidão, tornou-se um símbolo da Bahia, assim como as baianas que o preparam.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a importância cultural dos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé, e tombou o “Ofício da baiana do acarajé” como Patrimônio Nacional no dia 1º de dezembro de 2004.

Sagrado – O acarajé é uma comida ritual da orixá Iansã. O termo surgiu da junção de duas palavras: Akàrà, que significa “bola de fogo”, e “jé”, comer. Considerado uma comida sagrada pelas baianas, a receita não pode ser modificada e, originalmente, deveria ser preparada apenas pelas filhas de santo de Iansã.

De acordo com a Revista de História da Biblioteca Nacional, as primeiras Baianas de Acarajé foram africanas, escravas alforriadas, ainda na época do Brasil Colônia. A relação com a religiosidade era ainda mais forte, e a massa era feita no próprio terreiro, de onde a baiana saia com todas as obrigações a serem cumpridas a seu Orixá.

Segundo Yayá do Acarajé, baiana residente em Brasília, tudo tem significado no preparo, na venda e no ato de servir o alimento. “Desde as vestimentas, a saia, o torço, as jóias usadas, tudo tem seu simbolismo”, afirma. Sobre as baianas que vendem acarajé de baixa qualidade, Yayá faz um apelo: “Baianas, vendam com dignidade, qualidade, tenham mais amor por essa ‘bola de fogo’, por esse patrimônio imaterial, alimento sagrado de nossa religião”.

Reconhecimento – Segundo pesquisadores, a partir da segunda metade do século passado, as Baianas de Acarajé passaram a ser mais reconhecidas e valorizadas nacionalmente. Transformaram-se em ícones da cultura soteropolitana junto a outros aspectos da cultura imaterial, como o jogo da capoeira ou as festas de rua.

Para Yayá do Acarajé, o tombamento valorizou muito o trabalho das baianas, porém, faz-se necessário pensar esta tradição de uma outra forma. “Estamos nos organizando para mudar esse nome, de ‘ofício’ para ‘profissão’, porque não deixa de ser um trabalho, e dessa forma seria ainda mais valorizado socialmente”, disse.

Data especial – Dia 25 de novembro é celebrado nacionalmente o Dia da Baiana. Neste dia, centenas delas se reúnem para comemorar a data no Pelourinho. De acordo com a Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (Abam), existem, em Salvador, cerca de 3.500 baianas trabalhando com a venda de quitutes e no receptivo de turistas.

Outra bela homenagem prestada às baianas foi feita em 2009, quando foi criado o Memorial da Baiana de Acarajé, cujo objetivo é situar a tradição, a história e demais temas agregados ao seu ofício. Em 2005, o próprio acarajé foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador pela Câmara Municipal.

Registro –Engloba os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam, além dos modos de fazer as comidas de baiana, com diferença entre a oferta religiosa e a venda nas ruas.

Entre os fazeres tombados, estão: o preparo do acarajé com seus recheios habituais (vatapá, feito de camarão, ou salada), do abará, do acaçã, do bolinho de estudante, das cocadas, dos bolos e mingaus; o uso de tabuleiro para venda das comidas; a comercialização informal em logradouros, feiras e festas populares; o uso de indumentária própria das baianas, como marca distintiva de sua condição social e religiosa, presente especialmente nos panos da costa, nos turbantes, nos fios de contas e outras insígnias e, por fim, o uso do tabuleiro para venda de comidas.

Ficou curioso para conhecer a receita? Clique aqui  (http://www.youtube.com/results?search_query=receita+acaraj%C3%A9&oq=receita+acaraj%C3%A9&aq=f&aqi=&aql=&gs_sm=e&gs_upl=1893l5471l0l5614l15l12l0l4l0l0l664l1337l3-2.0.1l3l0) e tenha acesso a diversas dicas das baianas.

Fontes: Cultura Baiana, Ministério da Cultura, ViSta-se.

Fonte: Palmares

Fonte: http://raizafricana.wordpress.com/2011/12/02/oficio-da-baiana-do-acaraje-patrimonio-nacional/#respond

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SESCTV exibe “Ciclo José Agrippino de Paula” com produções comentadas por admiradores e amigos do mentor da Tropicália


Durante o mês de dezembro, de 8 a 22, o SESCTV exibirá o Ciclo José Agrippino de Paula, escritor, cineasta e mentor da Tropicália, com as produções dirigidas por ele: Hitler Terceiro MundoCéu sobre Água; Candomblé no TogoMaria Esther e as danças na África; além de Movimento de abertura da “Sinfonia Panamérica”, este dirigido pela videoartistaLucila Meirelles, que também é curadora da série. O ciclo &eacut e; permeado por comentários de Hermano Penna, José Roberto Aguilar, Jotabê Medeiros, entre outros amigos e admiradores, e oferece material pouco visto pelo grande público, mas que ajudou, inclusive, a escrever a história do cinema de invenção das décadas de 60 e 70.
Embora demonstrasse viver em outra “frequência” e se encontrasse rendido por uma época de repressão artística, Agrippino foi além e se destacou com suas obras. O longa Hitler Terceiro Mundo (1968) que vai ao ar no dia 8/12, às 22h, foi gravado em plena ditadura e exibido anos depois em espaços alternativos. Reflexo do sarcasmo de José Agrippino e resultado de uma produção de poucos recursos financeiros, o filme foi gravado em meio à multidão da capital paulistana, com atuações de Jô Soares, Fernando Benini e Ruth Escobar. Dura crítica ao regime militar, apresenta os resquícios da ascensão e queda de Hitler e sua influência na ditadura no Brasil.

Zé Pelintra e os Malandros na Umbanda



A origem de Zé Pelintra

Seu Zé torna-se famoso primeiramente no Nordeste seja como frequentador dos Catimbós ou já como entidade dessa religião. O Catimbó está inserido no quadro das religiões populares do Norte e Nordeste e traz consigo a relação com a Pajelança indígena e os Candomblés de Caboclo muito difundidos na Bahia.
Conta-se que ainda jovem era violento e brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do Nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes.
Já no Nordeste a figura de Zé Pelintra é identificada também pela sua preocupação com a elegância. No Catimbó, usa chapéu de palha e um lenço vermelho no pescoço. Fuma cachimbo, ao invés do charuto ou cigarro, como viria a ser na Umbanda, e gosta de trabalhar com os pés descalços no chão.

De acordo com Ligiéro (2004), Seu Zé migra para o Rio de Janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século XX um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da Lapa, Estácio, Gamboa e zona portuária. Segundo relatos históricos, Seu Zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio.
Quanto á sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. Afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso. Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Mel como ativador dos Chacras



Texto postado por minha amiga Janete Tarasiuk


Amplamente indicado como alimento do corpo físico, o mel age também sobre os corpos sutis do homem. O mel está para o adulto assim como o leite materno está para a criança; é um alimento de alto valor energético e propriedades medicinais. O mel vivifica, acalma, tem ação antibiótica, é cicatrizante, previne doenças e pode ser usado até como cosmético. Se os benefícios desse alimento/remédio para o corpo físico já são mais do que conhecidos, pouco se sabe sobre os efeitos nos corpos sutis do homem. Mas, se levarmos em conta esses dois fatores acerca da produção do mel, podemos ter uma ideia de o quanto essa substância é especial:
- suas produtoras, as abelhas, são seres de Venus. Ao promover a vinda dessas maravilhosas criaturinhas para a Terra, a civilização do mais adiantado planeta do sistema solar presenteou nossa humanidade com um poderoso recurso energético e de sutilização;
- sua matéria-prima é o néctar de criaturas também especiais, as flores. Sabe-se que a essência das flores tem propriedades sutilizantes (haja visto os florais), e parte dessa energia é transferida para o mel.

Principais cerimônias do Candomblé





(Do livro “O Essencial do Candomblé”, de Ademir Barbosa Júnior/Dermes/Tata Obasiré)



A fim de apresentar algumas das principais cerimônias do múltiplo e diversificado universo do Candomblé, foram selecionados alguns rituais da Nação Ketu, os quais, de uma maneira ou de outro, também aparecem na liturgia das outras Nações.
Para diversos rituais do Candomblé, inclusive os xirês, pede-se a abstenção de álcool e que se mantenha o “corpo limpo” (expressão utilizada em muitos terreiros e que representa se abstenção de relações sexuais). No caso da abstenção de álcool, bem como de alimentos específicos, quando assim solicitado, o objetivo é manter a consciência desperta e não permitir abrir brechas para espíritos e energias com vibrações deletérias. No tocante à abstenção sexual, a expressão “corpo limpo” não significa que o sexo seja algo sujo ou pecaminoso: em toda e qualquer relação, mesmo a mais saudável, existe uma troca energética; o objetivo da abstenção, portanto, é que o médium mantenha concentrada a própria energia e não se deixe envolver, ao menos momentaneamente, pela energia de outra pessoa, em troca íntima.
       O período dessas abstenções varia de casa para casa, mas geralmente é de um dia (pode ser da meia-noite do dia do trabalho até a “outra” meia-noite, ou do meio-dia do dia anterior ao trabalho até as 12h do dia seguinte ao trabalho etc.). Há períodos maiores de abstenções chamados de preceitos ou resguardos. 
 
Ipadê
      
       Ipadê é o ritual que antecede todos os demais, no qual o Orixá Exu é firmado como guardião do Axé, a fim de proteger a casa e as pessoas. Para tanto, são utilizadas comidas típicas de Exu, como o padê (farofa especialmente preparada), vela e água. Após cantos e danças, a quartinha com água, a vela e o padê são levados para fora do barracão.  Os demais rituais têm prosseguimento.
       Muitos candomblecistas consideram o Ipadê como o ato de despachar Exu, isto é, afastá-lo, a fim de não provocar confusões. Tal concepção aproxima-se mais da mitologia iorubana do que propriamente da Teologia e da Espiritualidade do Candomblé.
       Em ioruba, pàdé significa reunião. A distinção entre ipadê e padê não é consenso em todas as casas.